“Dica da Nutri Lígia “

Relógios no nosso corpo?
Sobre o ritmo da fome e metabolismo!

A ciência que estuda os ritmos ou ciclos biológicos, é chamada de Cronobiologia.
Podemos dizer que, nos seres humanos assim como nos animais, existe um sistema de relógios autônomos no organismo que alinham sua fisiologia ao ciclo dia e noite.
Como você pode imaginar, seu corpo está em atividade e se alimenta durante o dia, assim, normalmente, seus sinais metabólicos, como por exemplo, liberação de alguns hormônios, estão em ritmo com seu comportamento alimentar.
Os hormônios neuroendócrinos estão envolvidos na regulação da ingestão e absorção dos alimentos, a insulina, que é o hormônio regulador dos níveis de glicose no sangue, tem picos durante o dia, justamente quando você tem necessidade dela, ou seja, quando você come, durante a noite não existem picos de insulina, pois outros hormônios sinalizados no período de jejum prolongado, como glucagon, cortisol e colecistoquinina (CCK), esses mobilizam reservas de energia, isso mesmo, reservas!
A nossa reserva é chamada de tecido adiposo ou gordura visceral, ter períodos sem se alimentar, principalmente o jejum noturno é importante para manter um peso corporal saudável, mas se você come quando seu corpo deveria estar descansando, a glicose vai entrar em menores quantidades nas células, já que elas não estão precisando tanto de energia no momento.
Para conseguir dar conta da rotina de trabalho, estudos e tarefas ficamos expostos a situações que dessincronizam os nossos ritmos biológicos.
Comemos quando deveríamos estar dormindo, não comemos quando deveríamos comer.
Estamos cada vez menos ativos fisicamente, estressados e expostos a luz artificial, una isso a uma alimentação mais industrializada, estamos abrindo uma brecha para doenças metabólicas e autoimunes.
E agora como arrumar a bagunça?
Quando os ritmos biológicos estão funcionando bem, eles contribuem para a homeostase do seu corpo e consequentemente para a sua saúde.
Então, ter um boa noite de sono pode ser o começo, incorporar gorduras anti-inflamatórias como azeite de oliva, abacate, sementes oleaginosas como o amendoim e óleo de peixe por exemplo induz a mais saciedade evitando os picos de fome no final do dia.
Outro exemplo é incluir fibras no almoço, essa refeição central mantém você mais nutrido e lhe da chance de ter nutrientes para formar neurotransmissores do bem-estar como a serotonina, cortar cereais como batatas, mandioca, arroz integral, feijões e cereais como aveia limitam o consumo de fibras e nutrientes como triptofano considerado precursor de serotonina por exemplo.
Outro ponto muito importante é prestar atenção à mastigação, aos sabores e estar com companhias agradáveis, além de ser um momento de prazer, também ajuda seus relógios a entender melhor o que você está comendo.
É sabido que o estômago sinaliza o cérebro que está cheio após 20 minutos de ingestão alimentar, pense, o quanto você come em 20 minutos?
Ou se você não tem se alimentado bem o quando do seu dia você pode investir tempo na alimentação?
Todas essas informações têm sido enfatizadas nos estudos científicos mais atuais, por isso desacelerar e dar mais atenção às coisas é essencial.
Seus ritmos biológicos e seu metabolismo agradecem!

Lígia Prietsch
Nutricionista CRN10 6154
Atuação em nutrição clinica, funcional e comportamental
Mestranda em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina
Agendamento de consultas (48) 98453-8466
Local de atendimento: Clinica Fernanda Machado
Av Marechal Castelo Branco, 65 sala 105 (Edifício Kennedy towers)
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