“Sou Fausto Egídio “
São Silvestre 2016
Sou Fausto Egídio, natural de Florianópolis, servidor público estadual.
Desde a época de Marinha, com 18 anos já treinava corridas, que chamávamos de Cooper. Como residia próximo da Beira Mar Norte tudo ficava mais fácil, bastava tênis, camiseta e calção e sair correndo.
Não era habitual como atualmente ver pessoas treinando, muitos me achavam “doido”, já que o esporte que a maioria praticava era o futebol, mas, eu não me preocupava com o que diziam ou pensavam, seguia firme com meus treinos.
Depois de um tempo casei e fui morar no norte da ilha, os treinos continuaram naquela região. Quem é atleta sabe, quando não treinamos até nosso humor muda.
No ano de 2010 minha esposa passou num concurso na cidade de Brusque-SC e nos mudamos para lá, continuei com minha rotina de treinos, eu era um dos poucos   “doidos”, que corriam nas ruas da cidade, e como trabalho até hoje em escala de plantões, era praticamente o único que corria no meio da tarde.
No ano seguinte, a imprensa local noticiou que haveria  a meia maratona de aniversário da cidade, que também tinha as distâncias alternativas de 5 e 10km, minha esposa me incentivou a me inscrever, mas como era leigo, nunca tinha participado de uma prova, achava que tinha que ser federado ou ranqueado, ela pesquisou e viu que seria um evento aberto a todos, com um preço bem camarada.
Fiz a inscrição para os 10 km.
São Silvestre 2017
Fiquei muito ansioso, costumava treinar essa distância, mas mesmo assim achava que não ia conseguir.
Quando chegou o dia, observava os atletas se alongando e aquecendo, não tinha noção e conhecimento de nada daquilo, como treinava sozinho, só calçava os tênis e saia correndo.
Então um atleta me abordou e me convidou para aquecer, o cara dava vários piques, acompanhei em alguns, depois desisti, preocupado que o cansaço poderia bater e atrapalhar o meu desempenho na prova, já que estava vindo de um plantão de 24h em Florianópolis.
Estava sozinho, chovia e o local da prova ficava antes da minha casa, não conhecia ninguém, não tinha amizades na cidade e nem de corridas, tudo muito estranho, ficava inseguro com tudo.
Deu a largada, e como a maioria dos iniciantes, saí forte, depois me toquei e baixei o ritmo. Tudo transcorreu muito bem, cheguei com saúde, assisti ao término da corrida e a entrega das premiações.
Depois da prova encontrei o atleta que me convidou para o aquecimento, ele estava de bicicleta e atrasado para um compromisso familiar na cidade vizinha de Guabiruba, ofereci carona e deixei ele em casa, trocamos contatos, e foi a primeira amizade que fiz nas corridas e depois daquele dia, fizemos vários treinos e viajamos juntos para algumas provas e então depois disso, vieram várias outras amizades.
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Após esses 10 km, comecei a me inscrever em todas as provas possíveis, coisa que a maioria dos corredores iniciantes fazem, mas depois de um tempo de corrida, percebi que muitos atletas que participavam das corridas, aguardavam pela premiação e logo se deslocavam para suas residências.
Muitos disputavam ferrenhamente por troféus, enquanto isso eu brincava, conversava, tirava fotos, pois para mim corrida não era só aquilo, vou para a prova com mulher e filho, muitas vezes vamos antes para a cidade, fazemos turismo, dividimos mesas de restaurantes com outros amigos corredores e seus familiares.
A partir disso, veio a ideia de criar um blog para fazer feedbacks das corridas, relatava tudo, do  preço da inscrição até o pós prova, colocava fotos, achava que era o único blogueiro de corridas, depois descobri que tinha muitos outros no país, alguns até de Santa Catarina.
A hospedagem do blog fechou, fiquei “órfão” e criei então a Confraria das Corridas, com site e todas as redes sociais.
Comecei a fazer sorteios de inscrições e produtos oferecidos por apoiadores, as organizadores de corridas foram comprando a ideia, aparecem também as lives , com sorteios, convidados, batemos um papo com os corredores, interagindo, a partir de seus comentários.
Tudo isso veio, da insatisfação, por achar que corrida não é somente correr e ir embora.
Como todo bom corredor, tenho várias manias, começando com vários numerais de peito guardados, todos os possíveis. A camiseta da minha primeira São Silvestre está moldurada num quadro, tenho planilha das provas com os desempenhos e todas as outras informações, fotos de todas as corridas em pastinhas, tudo no computador e num HD externo. Minhas medalhas e troféus são todos etiquetados com o número da corrida que participei, com esse número, nos arquivos consigo visualizar todas as informações das provas, tudo isso que faço dá muito trabalho, mas é muito gratificante, prazeroso e me deixa muito feliz.
Quem tiver interesse em conhecer a Confraria das Corridas, pode ficar à vontade, somos uma plataforma de divulgação de: corridas, assessorias, produtos, serviços, profissionais, etc. Todos voltados para nosso esporte.
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Grande abraço a todos, saúde e paz!
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