“Alergia ao Leite”
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Alergia ao leite, intolerância ou ao modo de produção de leite?

Hoje é “normal” você ver alguém comentando que possui intolerância à Lactose, que é o “açúcar” presente no leite de vaca – onde para ser diferido precisa da ação da enzima lactase no nosso organismo, caso você não tenha esta enzima de forma suficiente> você apresenta uma intolerância na digestão deste “açúcar” presente de forma natural no leite de vaca.

Porém há indivíduos que reclamam de queixas, ao que se parecem ser intolerantes a lactose, mas quando vão fazer o exame em laboratório, não dá “positivo”.
Então o que seriam estes desconfortos? Como dor abdominal, gases, prisão de ventre, ou diarreia, distensão abdominal, dor de cabeça ou disbiose (alteração da microbiota intestinal).

Pode apenas ser uma alergia (causada pela proteína do leite de vaca) ou sensibilidade à proteína do leite de vaca (que não podemos chamar de alergia, porém ambas acabam causando os desconfortos relatados acima.
Neste caso é interessante procurar a nutricionista para fazer o rodízio deste alimento, conseguindo desta forma detectar o que o seu corpo não tolera.

Mas essa alergia ou sensibilidade pode advir somente da PROTEÍNA do leite da vaca?

Não.. e é aqui que eu queria chegar!

A indústria utiliza de determinados artifícios para que diminua a quantidade de bactérias (devido a ordenha continua, sem intervalos – o que diminui a mastite – infecção das glândulas mamarias da vaca) ao qual acabam desequilibrando nossas bactérias intestinais, dentre outros aditivos artificiais para que se tenha um tempo de vida de prateleira maior.

Na indústria a versão in natura, retirada da vaca, hoje em dia é subdivida em três tipos: A, B e C, eles possuem praticamente a mesma composição nutricional, a diferença entre eles está no tipo de rebanho, ordenha, processo de obtenção e número de bactérias presentes após pasteurização.
A proporção dos nutrientes varia de acordo com a espécie do animal, a sua alimentação, a estação do ano e a época da lactação: A composição média do leite de vaca é de 3,3% proteína, 3,5% de gordura, que é de fácil digestibilidade, além de vitaminas A, D, E, K e caroteno; é rica em ácidos graxos essenciais, ela pode sim ser consumida desde que seja de forma equilibrada:

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Leite tipo A:
É obtido de um único rebanho e não há contato manual com o leite em nenhuma fase do processo, ou seja, a ordenha é mecânica e o leite segue por tubulações diretamente para o compartimento onde sofre pasteurização, homogeneização e envase.
O número máximo de bactérias permitido para este leite é de 500/ml.
Esta versão é a mais cara. O tipo B e C geralmente são as tetrapack..

Leite tipo B :
É B obtido de rebanhos diferentes e sua ordenha pode ser realizada mecânica ou manualmente.
O leite deve ser refrigerado no próprio local da ordenha (propriedade rural) por até 48 horas em temperatura igual ou inferior a 4 ºC e transportado em tanques até o local apropriado, onde será processado.
O número máximo de bactérias permitido para este leite é de 40.000/ml.

Leite tipo C:

Tem a mesma origem e tipo de ordenha do leite tipo B, entretanto, não é refrigerado na fazenda leiteira.
Após a ordenha, o leite é transportado em tanques até um local apropriado (estabelecimento industrial) até as 10:00 h do dia de sua obtenção, onde só então é processado, seguindo os prazos estipulados por lei.
Este processo eleva bastante o número de bactérias presentes no leite, que pode chegar, por determinação da lei, a 100.000/ml.

É difícil saber como as marcas usam a tecnologia, se realizam práticas de pré e pós “dipping” das mamas.
Essa prática é importante na redução de contaminação do leite por bactérias, melhorando assim a qualidade do leite. É de fundamental importância que as empresas divulguem informações tais como: quantos minutos uma vaca demora para ser ordenhada; a cada quantas ordenhas o robô realiza sua limpeza e como ela é realizada.
Assim poderíamos ter mais cuidado em nossas escolhas.

No próximo post falarei sobre leite tipo “A2”, você já ouviu falar?

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