“Do Buggy ao Mustang”
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Meu nome é Marcos Aurélio, mais conhecido como Polaco, e sou de Curitiba/PR.
Lembro que desde criança brincava com carrinhos e tenho algumas lembranças de quando era mais novo.
Minha mãe contava, que quando eu ia para a casa da minha avó no interior, eu não levava meus brinquedos, pegava pedras e madeiras, fazia estradinhas e ia brincando com as pedrinhas fazendo delas os meus carrinhos.
Me recordo que havia uma avenida onde eu ficava lá apenas olhando os carros passarem.
Um dia ganhei um carrinho branco, todo branco, e eu não sabia qual carro era pois nessa mesma época os carrinhos não eram perfeitos, mas eu queria muito descobrir e consegui, um Mustang.
Me apaixonei por ele e a partir daí tudo se resumia a Mustang, com mais ou menos doze anos, todos me zoavam porque eu ficava fazendo o barulho do Mustang, lembro que quando lançava coleção de bonecos (Comandos em ação, He-Man, etc…) eu curtia os carros deles, as naves, mas não me importava de fato com os bonecos.
O momento certo em que surgiu minha paixão por carros eu não sei, mas foi muito cedo, como deve ser com a maioria, acredito eu, e foi difícil porque vindo de uma família humilde que não tinha nem condições de me dar um carrinho descente, imagina vir a ter um Mustang, conforme os anos iam passando, caí na realidade de que ter um carro desses no Brasil, não haveria a menor possibilidade, a paixão era tanta, que aprendi a dirigir sozinho, ficava brincando de trocar marchas e pisar na embreagem.
Com uns dezesseis anos, eu tinha um amigo com uma condição financeira melhor que a minha, e lembro que a mãe dele saiu, e eu acreditando que já sabia dirigir, ensinei ele, saímos com o carro, e ele pedindo pra eu dirigir e mostrar como era, e eu dizendo: “Não, não, vai você!”.
Comecei a trabalhar e comprei um aparelho de som, e com ele comprei meu primeiro carro, na verdade, troquei o som por uma carcaça de Buggy, depois, troquei uma TV e um vídeo cassete num motor, mas acho que o Buggy andou mais empurrado do que realmente funcionando.

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Nunca deixei de sonhar com o Mustang!
Casei e tive meu filho, o qual presenteei com um carrinho que não poderia ser outro além de um Mustang e ele também se apaixonou pelo carro, então, meu filho cresceu e eu vim morar no Japão, e trabalhando aqui, na linha de produção, ia de uma máquina para a outra fazendo o barulho do ronco do V8.
Sempre passava na frente da concessionária e batia foto, e foi com o pensamento nisso que acabei comprando o Mustang aqui, nessa mesma loja na qual sempre o admirava em 2015..

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Também lembro que udo o que eu queria fazer eram os carrinhos derraparem, a bicicleta também, agora comprei um carro de Drift, que está lá na oficina quase pronto.
Agora sim, vou poder brincar de verdade.

Enviado por : Guilherme Homrich Lopes