“Obesidade e Compulsão”
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Comendo, comendo, e não se satisfazendo?
O último transtorno alimentar que falarei nesta edição, seguindo dos já abordados Anorexia e Bulimia, é a Obesidade, que circula entre sobre peso e obesidade mórbida grau III, e se caracteriza por um acúmulo excessivo de gordura no corpo.
As causas deslizam entre predisposição genética, alterações hormonais, hábitos sedentários, consumo exagerado de alimentos calóricos e distúrbios emocionais, sendo que este último podemos pensar, faz um movimento tênue entre causa e consequência.
A obesidade está presente em todas as faixas etárias, diferente da anorexia e bulimia que incide principalmente em jovens e adolescentes, e alguns problemas de saúde física/orgânica podem ser colesterol alto,  diabetes,  hipertensão e doenças cardio vasculares.

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Feito a apresentação, me dedico a falar sobre a obesidade e sua relação com o psiquismo, levando sempre em consideração também, as questões socioculturais contemporâneas do culto a um corpo perfeito (magro) tido como padrão de beleza imposto pela sociedade.
Uma questão que me chama a atenção, e está muito presente do discurso social e médico principalmente, é que os transtornos Bulimia e Anorexia são tratados por uma via de piedade e de vitimizar esses grupos, enquanto que na obesidade são vistos como culpados, uma deformação de caráter na qual os sujeitos são os responsáveis por serem obesos,  por “comer demais”.
Cabe lembrar que a compulsão, o “comer demais” é muito singular de cada um, não se dá por uma quantidade específica do que se come, mas pelo desejo incontrolável, obsessão a repetição, assim comer dois pães para um sujeito por exemplo, pode ser visto como compulsivo.
Dentro da compreensão psicanalítica, abordagem que trabalho, o corpo é sempre um depósito das nossas emoções, sentimentos,  de tudo que envolve quem somos,  como nos vemos e como nos relacionamos com e através dele.
O vínculo que estabelecemos com a comida, está para além da necessidade básica de matar a fome, procuramos sempre saciar inúmeras outras necessidades ao alimentar nosso corpo, e independente do quanto possamos comer incontrolavelmente, algo nunca será saciado se não soubermos que fome é essa.

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