“O Que Queremos Dizer Com Nosso Corpo?”
Logo - Quelin Rocha

Na publicação de hoje, vou falar um pouco sobre a estreita relação que mantemos com nosso corpo, e como nos comunicamos através dele.
Podemos arriscar dizer que nosso corpo é o depósito de tudo que vivemos, sentimos, odiamos e amamos?
A resposta é sim!
E essa relação já se dá no início de nossas vivências, quando deixamos de ser um pedacinho de carne, um conjunto de órgãos, e ingressamos na cultura, na proibição do que podemos e não podemos, quando começamos, sendo parte do desejo de nossos pais, de nossos cuidadores, para que depois possamos nos separar, e ter nossos próprios desejos. Essas marcas em nossos corpos começam então muito antes do que lembramos, e vão nos dando sentido e significações de como nos relacionamos com ele, e são adquiridas na relação com o outro, com nossa história.
Nenhum corpo, portanto, é controlado, normatizado, comparável, e muito menos promete um final feliz, isso faz de nossos corpos uma fonte de possibilidades inesgotáveis de sentido e significados.

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Podemos pensar, por exemplo, nos transtornos somáticos, como quando a pessoa apresenta queixas no corpo (tremores, falta de ar, dor, convulsões) porém não pode ser explicada por nenhuma doença ou alteração clínica.
Essas queixas representam no corpo aquilo que é impossível de dizer, e provavelmente queremos dizer alguma coisa com ele, queremos falar de nossos medos, do nosso ódio, da culpa, do nosso amor e do desejo!
É inegável que a sociedade contemporânea, impõe um culto ao corpo perfeito, nesse sentido e a partir do que falo acima, podemos ficar confusos quando nos deparamos com críticas contra os que estão fora dos padrões de “beleza”, tanto quanto aos que se esforçam para ter um corpo “perfeito”.
E minha pergunta é:

Temos que viver com o que não gostamos?

Veja bem, com o que não gostamos, não com o que os outros não gostam, acredito que não.
Seja uma escolha que vai na direção de buscar o “corpo perfeito”, ou de gostar de si e do seu corpo independente do padrão, o que vale é o reencontro com sua identidade, com seu bem estar, com seu AMOR por si!

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