“Estômago não tem Relógio”
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Esta é uma questão que ouço de maneira recorrente!
As pessoas de pronto já chegam com a máxima: “devo comer de três em três horas” ?
Agora, isso realmente tem algum impacto para o organismo?
Será mesmo?
Há muitos defensores desta periodicidade como uma espécie de “lei da boa alimentação”, inclusive colegas médicos e nutricionistas.

Vamos sair desta caixinha.

Primeiramente, comer de 3 em 3 horas é um bom recurso apenas para aquelas pessoas que estão iniciando um novo estilo de vida.
Para este período de readaptação e mudanças de atitude, ter rotinas como esta, de se alimentar de tempo em tempo, ajudará a ter persistência e não ceder a tentações de comer fora de hora, ou pior.
Honestamente, é apenas isso que se pode tirar proveito.

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*Vamos a alguns pontos importantes para que compreendam melhor:

Devemos comer quando temos fome.
Se você me responde: mas eu tenho fome sempre, é uma questão de identificar os gatilhos e buscar equilíbrio, corpo, mente e espírito.
A maioria das pessoas já sente fome ou irritação quando passa cerca de 3 horas sem comer, mas, neste momento, metabolicamente falando, você ainda está no estado “alimentado”, ou seja, seu corpo ainda está processando os alimentos consumidos na última refeição.
Há ainda energia não utilizada oriunda da última vez que você comeu, e você já está com fome.
Como isso é possível?
Simples.
A forma com que comemos todos os dias “ensina” o nosso corpo, quando (a que horas) esperar por comida, e mesmo, que tipos de comida esperar.

Faz parte do genoma humano há mais de dois milhões de anos.
O homem da era paleolítica levava dias pra caçar um javali, hoje levamos minutos pra pedir um lixo industrializado. São centenas de anos de comportamento alimentar saudável oriundo da caça e da pesca, sem sedentarismo, com exposição ao sol…
E não estava incluído comer de três em três horas!
Não se andava com uma barrinha de cereal na cintura!
Já parou para pensar que isso pode ser mais uma jogada da Indústria para aumentar seu faturamento?
Pense quantas refeições congeladas, lanchinhos, snacks, que podem ser consumidos pela ampla maioria da população…e a nada agregam a qualidade nutricional.

Fonte da Matéria: Elaine Silva Nutricionista

https://www.instagram.com/nutricionistaelainesilva/?hl=pt-br